Big Surf no Brasil em destaque
Popularização do big surfe. Nova onda invade o Brasil e faz crescer o interesse da nova geração pela busca de ondas grandes. Lajes são destaque e também atraem a atenção da comunidade estrangeira.
Tal como Jeff Clark fez em Mavericks, a Ilha Mãe, em Niterói, já era surfada por um doido que se arriscava sozinho nos anos 80. Isso muito antes de ser descoberta pelo grande público. Sua avó tinha uma casa de praia em frente ao pico e ele sempre chamava os amigos para conhecer a laje secreta. Contava que eram apenas 40 minutos remando.
Em 1997, o fotógrafo Rick Werneck foi até lá com um grupo de amigos e registrou, pela primeira vez, o potencial da Ilha Mãe.

Big rider Danilo Couto entocado abaixo do nível do mar na Ilha Mãe. Veja a massa de água. Foto: Tony D'Andrea
Agora, em 2010, Marcelo Trekinho, Rodrigo Resende, Eraldo Gueiros, Danilo Couto, Bruno Santos e um pequeno grupo de surfistas e bodyboarders atacaram as lajes cariocas com um apetite por bombas que nunca tinham sido vistas antes nas águas do Rio de Janeiro.
Caçar lajes nunca antes surfadas e experimentar ondas de difícil acesso é o novo hobby de um grupo seleto de surfistas, que não se satisfazem mais apenas com ondas comuns.

Carlos Burle na sessão histórica da Laje do Pirata na Baía da Guanabara. Foto Rick Werneck / Midia Bacana
O campeão mundial de ondas grandes, Carlos Burle, e seus parceiros de big surfe têm bastante companhia nos dias de swell extremo e nas expedições em busca das maiores ondas brasileiras.
Não chega a ser uma febre mas a busca por esse tipo de onda anda bem forte no Brasil. E é um grande prazer para alguns viciados em doses exageradas de adrenalina. Um excelente sinal de valorização para o surfe de ondas grandes.
Toda essa empolgação na busca por ondas grandes no Brasil é um movimento muito positivo que reflete os efeitos de anos de dedicação e trabalho dos mais antigos pela valorização do surfe de ondas grandes.
O primeiro campeonato legítimo de todos os tempos com um campeão brasileiro fez a nova geração despertar para esse esporte. Isso nunca havia acontecido. É a prova de que o big surfe ganha valor e chama a atenção do público aqui no Brasil e em países estrangeiros.
“Existem tantas lajes aqui no Rio. Algumas delas nunca surfadas. O litoral carioca recebe muita ondulação no inverno”, diz Marcelo Trekinho, talentoso surfista carioca que passou os últimos 10 anos tentando a sorte no WQS e, agora, se dedica inteiramente pela caça de ondas grandes, secretas e inexploradas.
Trekinho é um exemplo de nova geração do big surfe. Ele estava presente nas duas sessões que entraram para a historia do surfe brasileiro nesses últimos meses, uma na Ilha Mãe e outra, ainda mais inusitada, dentro da famosa Baía de Guanabara. Segundo Trekinho, tudo pode acontecer no litoral brasileiro daqui pra frente com a ajuda dos jet skis.
O experiente big rider e campeão mundial, Rodrigo Resende, de tow in em 2002 num mar épico em Jaws também não resistiu ao chamado da Ilha Mãe e resolveu ir conhecer de perto o power da onda.
“Não tem muita comparação com Teahupoo”, disse Resende. “O drop em Teahupoo é razoavelmente fácil enquanto, na Ilha Mãe, o drop é muito mais rápido e perigoso porque é todo irregular. Uma vez lá dentro até lembra um pouco um Teahupoo pra direita. Aquela onda é a onda que eu sempre quis aqui no Rio, um tubo seco e animal”, confessa Rodrigo.
Por enquanto, ainda não há menor pudor de revelar os nomes ou localização dos picos, pois pouca gente está habilitada a surfar nessas lajes quando as condições estão acima dos 10 pés.
Trekinho recomenda o uso de coletes especiais para flutuação, caso contrário o caldo pode custar caro. A laje, que provoca os lipes mais grossos de nosso litoral, pode ficar quase exposta, menos de um metro de profundidade.
Kiron Jabour foi surfar na remada, assim como o havaiano Jon Jon Florence. Ele estava de passagem pelo Brasil para um WQS em Saquarema e, em um dia menor, ele fez uma indesejável visita ao fundo e ganhou um belo corte no joelho.
O havaiano Jon Jon Florence esteve no Rio de Janeiro para o WQS e aproveitou para surfar a lendária onda em um dia menor. “Remar la não é uma boa idéia para surfistas inexperientes”, disse Jon sem acreditar que estava no Brasil.
No meio de uma das paisagens mais deslumbrantes de todo planeta, em pleno coração da cidade maravilhosa, enquanto centenas de surfistas passam de carro por lugares mais triviais em direção ao trabalho, um desses loucos pode estar pegando a onda mais absurda do ano. Esse é o espírito. Go big!
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Reportagem e imagens gentilmente cedidas por Surfline.com. Texto adaptado por Redação CarlosBurle.com
A new Slab in Brazil – Series of solid South Atlantic swells light up Brazil’s Outer Reefs
Just like Jeff Clark at Maverick’s, Ilha Mae (Mother Island) in Niteroi was ridden by a crazy lone surfer who had the break all to himself for years.
Piu Goiaba’s grandma had a beach house facing the big rock that sits in the northern coast of Baia da Guanabara, and he was constantly asking his friends to join him at the secret slab. “It’s just a 40-minute paddle,” he would say with a grin.
In 1997, Brazilian photographer Rick Werneck made the crossing to the island and for the first time documented Ilha Mae’s potential to a shocked surfing public. There were soon a few more takers, but a combination of fickle swell and difficult access kept the crowds down.

World-renowned big-wave charger Danilo Couto draws a straight line below sea level on a thickie at Ilha da Mãe. Photo: Tony D
Fast forward to June, 2010. A series of big, South Atlantic swells lit up the entire coastline. Marcelo Trekinho, Rodrigo Resende, Eraldo Gueiros, Danilo Couto, Bruno Santos and a short list of surfers and spongers started taming Rio’s slabs with reckless abandon. Hunting never-before-surfed tubes of consequence and charging hard-to-access waves has become a new hobby for many Brazilian surfers. It’s not like SLAB FEVER suddenly hit all of Brazil, but a select group of guys have really gotten into the adrenaline rush and have become more and more obsessed.
“There are so many slabs in Rio,” says Marcelo Trekinho. “Some have never even been surfed. Our coast gets lots of big swell during the winter. And when it hits, like a bunch of times this past June, the shallow slabs get perfect. Good for pictures — it’s a short and intense ride.” Trekinho is a talented Rio surfer who spent the last ten years trying his luck on the WQS Grind, but now spends all his time hunting new and different waves.
Trekinho was a standout in the June sessions at Ilha Mae and Guanabara Bay that’ve since become part of Brazilian surf history. He’s certain that, with PWC assistance, more boundaries will be broken in the future along the Brazilian coastline.
Rodrigo Resende, 2002 Tow-in World Champ, was stoked on Ilha Mae’s power and appeal. “This is the wave I’ve always dreamed of having here in Rio,” he confessed. “You can’t really compare it to Teahupoo. The drop at Teahupoo is easier than Ilha Mae, which is a lot faster and irregular. However, once inside, it recalls Teahupoo — but as a right.”
For the time being, the surfers don’t mind revealing the names and locations of these new waves. Very few have the technique — not to mention the means or the will — to surf these slabs when they hit the 10-foot mark or beyond.
Wipeouts and hold-downs come at a price. One of the thickest slabs here breaks in less than three feet of water. Hawaiian grom charger Kiron Jabour challenged it on a smaller day and paid the price with an unrequested visit to the bottom, resulting in a really deep cut to his knee.
John John Florence was stoked with the blue-blue water, solid reefbreak. “Is this Brazil?
The Hawaiian surfer was in Rio de Janeiro for a WQS event and surfed this legendary wave on a smaller but perfect day. He said that paddling might not be a good idea for the not-so-skilled surfer. This is a dangerous wave.
Perhaps the coolest thing about this recent slab discovery is how close these waves are to one of the biggest cities in the world.
Amongst one of the planet’s most stunning views, right in the heart of Cidade Maravilhosa, where hundreds of surfers pass by on a daily basis, guys like Eraldo, Rodrigo or Trekinho are surfing some of the craziest waves in the world.
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Source Surfline.com
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Fotos fantásticas. Tanto os surfistas como também os atletas brasileiros de outras modalidades esportivas mostram que são capazes de ser tão radicais quanto os atletas de países considerados os mais avançados na modalidade. Parabéns.
burle e fabinho gouveia ,, orgulho de ser brasileiro….
valeu…
e isso ai , isso me da orgulho de ser brasileiro.. um dos maiores surfistas brasileiros burle , fabinho gouveia..
valeu…
É isso mesmo… tenho orgulho de ser Brasileiro !!! Valeu muito pela força !!!
Abrs,
Burle
O Brasil tem altas ondas e sempre teve excelentes surfistas e big riders! O que falta mesmo é o reconhecimento. Mas isso está mudando… Não é por acaso que o campeão mundial de ondas grandes é o nosso Carlos Burle, made in brasil! Esse título vai ajudar no reconhecimento do Brasil e dos brasileiros no cenário do big surf mundial! Aloha!